CERRADO E PANTANAL

O Cerrado e o Pantanal ocupam a extensa região central do Brasil, formando um amplo mosaico de tipos de vegetação, solo, clima e topografia, procurados por aqueles que buscam o turismo e as atividades esportivas na natureza. São biomas intrinsecamente relacionados, pois as águas que nutrem o Pantanal nascem nos planaltos do Cerrado. Esse importante patrimônio natural brasileiro apresenta uma riqueza de paisagens diferenciadas, de fauna e flora silvestres, de cores e sons que enriquecem a experiência e emocionam a todos que os visitam.

 

Cerrado
O Cerrado é um dos principais biomas brasileiros e seu domínio só é superado pela Floresta Amazônica: são 2 milhões de km² espalhados por 10 estados ou 23,1% do território nacional. Caracteriza-se por diferentes fisionomias (tipos de vegetação), que vão desde o cerradão - mata mais densa, com árvores de até 20 metros e grande identidade com a vegetação arbórea de Cerrado - passando pelo Cerrado propriamente dito - mais comum no Brasil central, com árvores mais baixas e esparsas, pelo campo Cerrado e campo sujo, com progressiva redução da densidade das árvores, até o campo limpo, onde predominam as gramíneas.


Na vegetação do Cerrado predominam arbustos e árvores com troncos e galhos tortuosos, inclinados, providos de casca muito grossa, com folhas largas, frequentemente duras, lustrosas ou cobertas por pêlos. Este aspecto está associado às altas taxas de alumínio no solo, que o torna pouco fértil e, possivelmente, à ocorrência de fogo, e não à carência de água, como pode parecer, pela sua aparência ressecada e rígida. 


Os solos do Cerrado são, geralmente, profundos e porosos, com muita água nas camadas mais profundas. As raízes das plantas lenhosas chegam a alcançar até vinte metros de profundidade, garantindo o acesso à água, mesmo no período mais seco.


No Cerrado, as áreas abertas não apresentam as condições uniformes das matas, visto que as diferenças de temperatura e umidade do ar entre o dia e a noite, ou entre as estações do ano, com épocas secas e chuvosas, são muito acentuadas. O vento sopra com grande intensidade, a insolação durante o dia é excessiva e a irradiação do calor à noite também é ativa, com rápido resfriamento do ambiente. 


No inverno seco, de julho a setembro, as árvores e arbustos ficam parcialmente desfolhados. A partir de outubro e durante toda a primavera, o Cerrado explode em beleza devido à diversidade de formas e cores das flores, que se destacam entre o azul do céu e o avermelhado do solo. Com o início das chuvas há farta frutificação, sendo marcante nesta época as revoadas de insetos. Esta concentração de frutos e insetos é responsável pela aglomeração de aves migratórias vindas de outras regiões, para se reproduzirem.

Em contraste com esta paisagem típica, a vegetação no fundo dos vales é constituída por densas e viçosas matas ciliares ou de galeria. Essa heterogeneidade abrange muitas comunidades de mamíferos e de invertebrados, além de uma importante diversidade  de micro-organismos, tais como fungos associados às plantas da região.


Nos vales encharcados são comuns as comunidades vegetais chamadas veredas, que se caracterizam pela presença da palmeira buriti e são sempre associadas aos campos úmidos - vegetação periodicamente ou permanentemente inundada. As extensões, desempenham importante função como corredores de dispersão da diversidade biológica, ligando o interior dos Cerrados a outros biomas circundantes.


Outro aspecto muito curioso da paisagem dos Cerrados são os frequentes montes de terra, conhecidos como cupinzeiros, construídos e habitados por colônias de insetos - os cupins ou térmitas. São verdadeiras fortalezas, com vasto sistema interno de galerias. No início do período das chuvas, os cupinzeiros de algumas regiões ficam iluminados por intensa luz esverdeada, devido à presença de inúmeras larvas de uma espécie de vagalume, transformando a paisagem que, ao cair da noite, se acende em milhares de pontos luminosos.

A paisagem do Cerrado é bela ao nascer do sol e especialmente bela no pôr do sol, quando é maior a movimentação da fauna e as cores adquirem matizes muito intensas. A água abundante e agradável dos diversos rios favorece a manutenção de uma biodiversidade surpreendente, além de ser um convite aos banhos e outras tantas atividades aquáticas.

Pantanal
Maior área úmida continental do planeta, o Pantanal conta com aproximadamente 210 mil km², sendo a parte brasileira delimitada pelo Planalto Brasileiro, a leste, pelas Chapadas Mato-grossenses, ao norte, e também por uma cadeia de morros e terras altas do sopé Andino, a oeste. Pode ser considerado um grande delta interno, com altitudes que variam, em média, de 100 a 200 metros e onde se acumulam as águas do alto Paraguai e as águas de grande número de rios que descem do Planalto Central.


O rio Paraguai e os outros rios pantaneiros apresentam pouca declividade, da ordem de 20 a 30 centímetros por quilômetro, o que provoca o acúmulo das águas nos períodos de chuvas intensas. Em consequência, as enchentes, que chegam a cobrir até 2/3 da área pantaneira, são máximas ao norte nos meses de março e abril, chegando ao sul do Pantanal somente em julho e agosto.


As partes mais altas, que não sofrem inundações, recebem o nome de cordilheiras. São elevações arenosas, com até dois metros de altura, estreitas e alongadas, cobertas de vegetação de Cerrado e mata. As partes mais baixas, sujeitas a inundações, recebem o nome de baías ou largos, que são lagoas temporárias ou permanentes, de dimensões e formas variadas.

A partir de maio inicia-se a "vazante" e as águas começam a baixar lentamente. Uma grande quantidade de peixes fica retida nas baías, não conseguindo retornar aos rios e, durante meses, aves e animais carnívoros, como jacarés, ariranhas e outros têm, portanto, um farto banquete à sua disposição. Quando o terreno volta a secar, uma fina camada de lama composta por mistura de areia, restos de animais e vegetais, sementes e húmus, permanece sobre a superfície, propiciando grande fertilidade ao solo. 


Toda a vida e a economia do Pantanal estão ligadas a este sistema de inundações. Sem o abundante e raso lençol freático e os aluviões deixados pelas enchentes, a vegetação terrestre seria parecida com a do Cerrado ou com a do Chaco boliviano. A variedade de espécies vegetais encontrada é enorme, pois o Pantanal une características do Cerrado, dos terrenos alagadiços e ainda espécies comuns na Floresta Amazônica. Por esta razão, a fauna local também é bastante variada. Sendo principalmente um corredor de intercâmbios entre ecossistemas, não abriga muita fauna endêmica, e são as quantidades e não as raridades que o caracterizam. Deste modo, dentre as atividades mais procuradas pelos ecoturistas no Pantanal estão aquelas que se referem à observação da fauna.


A alternância das águas - cheias ou seca - proporciona cenários muito variados, que sofrem significativas mutações. A paisagem encanta, principalmente ao amanhecer e ao entardecer, quando todo o Pantanal se transforma em sons e em cores. 

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