CAVERNAS

Para muitas pessoas as cavernas são apenas túneis naturais, escuros, congelados no tempo, imutáveis e estéreis. Porém, as cavernas estão em constante evolução: processos de dissolução e erosão escavam as galerias e salões e, em condições especiais, desmoronamentos criam aberturas para o céu, conhecidas como dolinas. As estalactites, estalagmites, travertinos e tantas outras formações, chamadas de espeleotemas, são o resultado de complexos processos químicos de dissolução, deposição e cristalização de minerais ao longo de períodos que atingem milhares de anos, lentos aos nossos olhos, mas geologicamente muito dinâmicos. Estes processos podem estar ocorrendo intensamente neste exato momento ou podem ter cessado há séculos. Essa dinâmica está condicionada a diversos motivos, como a mudança do clima ao longo dos milênios, um desmatamento provocado na bacia hidrográfica ou a alteração de acidez da água, por lançamento de poluentes ou mesmo por um visitante movendo uma rocha.

O simples caminhar descuidado pode destruir formações únicas que nunca mais se repetirão, assim como potenciais sítios paleontológicos e arqueológicos.

A vida no interior das cavernas também merece um cuidado maior, pois é mais rara e mantida por um delicado equilíbrio, totalmente dependente da matéria orgânica trazida do exterior. Desta forma, os cuidados são igualmente importantes do lado de fora das cavernas.

Quando visitar uma caverna, seja qual for o objetivo, tenha consciência da responsabilidade de cada ato. Os sinais da falta de consciência dos visitantes estão permanentemente marcados nas cavernas mais visitadas. Espeleotemas quebrados e sujos, grandes áreas descaracterizadas pelo pisoteio, pichações, são alguns danos comuns.

Com o grande crescimento do turismo em áreas naturais, nos últimos anos a visitação em cavernas deixou de ser uma atividade desenvolvida apenas por pequenos grupos de excursionistas e pesquisadores e passou a ser uma opção popular, explorada comercialmente. Informar esses novos visitantes é um fator decisivo para a manutenção do ambiente cavernícola em toda sua beleza e complexidade para que esses ambientes não se transformem em túneis estéreis.

O Programa Pega Leve! não pretende ser um conjunto de regras ou regulamentos incondicionais, mas um conjunto de atitudes que você vai adotar se achar que são realmente importantes. Utilizar estes princípios e práticas sempre associados ao bom senso, considerando as particularidades de cada situação, é um bom começo para garantir que os demais visitantes tenham a mesma sensação da descoberta e de aventura que você sente sempre que está em um local bem conservado. Pega Leve! você também, adotando a ética do mínimo impacto e colaborando para a preservação do nosso patrimônio natural e da diversidade biológica do planeta.

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