CUIDE DOS LOCAIS DE SUA AVENTURA - ESCALADA EM ROCHA

Cuide das vias de escalada, das trilhas e dos locais de acampamento.

Ao se preparar para o início da escalada, procure organizar seu equipamento sobre uma área resistente como rochas e solo nu, minimizando os danos à vegetação. Caso isso não seja possível, espalhar seu equipamento sobre uma mochila vazia ou sobre o saco de cordas pode ser uma boa alternativa para minimizar o impacto sobre a vegetação, ao mesmo tempo em que evita enlamear o equipamento.

Durante a escalada, evite apoiar-se ou arrancar a vegetação das paredes. Toda vegetação que se desenvolve sobre paredes rochosas enfrenta o desafio de sobreviver em um ambiente extremo, onde há pouca água e o clima pode ter variações intensas, com ventos fortes e grande amplitude térmica. Essa vegetação dificilmente suporta maiores desgastes, como o pisoteio e o atrito.

Para poupar ao máximo a vegetação das paredes rochosas, a corda recolhida deve ser deixada nos pontos de asseguramento, evitando que, ao permanecer esticada sobre a parede, ela acabe enroscando-se na vegetação e arrancando-a quando puxada.

A escalada em rocha é uma atividade pouco conhecida para a maioria das pessoas que não escalam, implicando em uma dificuldade de compreensão sobre os diversos aspectos ligados à segurança e às especificidades do esporte. Assim, grampos e chapeletas, além de outros equipamentos utilizados na escalada, são muitas vezes considerados objetos estranhos e pouco bem-vindos a uma área natural, devido à sua poluição visual.

Quando as áreas de escaladas eram poucas, esse impacto não era significativo e as pessoas não se importavam com alguns grampos fixos à rocha. À medida que mais áreas são abertas e as pessoas tornam-se sensíveis à fixação indiscriminada de grampos e chapeletas, torna-se importante que a comunidade de escaladores incorpore a ética de mínimo impacto à atividade da escalada.

Não acrescente nem remova grampos das vias existentes, a menos que você tenha autorização do conquistador ou do clube responsável pela manutenção da via. Mesmo nesse caso, estude cuidadosamente se a alteração é mesmo necessária. Se tiver qualquer dúvida, discuta o assunto com outros escaladores experientes, que estejam familiarizados com aquela via.

Ao abrir uma nova via, use proteção natural ou móvel sempre que possível, evitando grampos desnecessários (os grampos são a última opção de proteção, não os transforme na única opção). Não abra vias com furadeira, pois a facilidade que esta alternativa representa tem levado a uma fixação abusiva de grampos, o que em algumas áreas tradicionais de escalada representa um impacto significativo.

O esforço exigido pela colocação de proteção fixa através de talhadeira e marreta em geral leva a uma reflexão maior sobre a validade e a qualidade da rota escolhida. Pelos mesmos motivos, não equipe vias com corda de cima, especialmente em vias não esportivas.

Se você for instalar um grampo, use um que seja durável e adequando ao tipo de rocha em que está escalando e que tenha resistência compatível com as normas internacionais. Assim, o grampo não vai precisar ser substituído no futuro, o que causaria mais buracos na rocha. Lembre-se que muitos outros escaladores vão, provavelmente, escalar a via depois de você. Ao instalar qualquer tipo de proteção fixa, não é só a sua vida que está em jogo, mas também a de todos os outros. Um grampo mal instalado ou de má qualidade representa um furo inútil na rocha e um risco para os demais escaladores.

Em escalada artificial, evite ao máximo o uso de pitons. Prefira dispositivos de ancoragem que são instalados e removidos com as mãos, como friends, nuts e cliff hangers. Os pitons deixam cicatrizes permanentes na rocha e podem ser dispensados na maioria das vias.

Não cole agarras superficiais, nem quebre ou cave agarras na rocha. Para diminuir ainda mais o impacto das vias de escalada esportiva, use ancoragens discretas nos topos das vias. Correntes são sopradas pelo vento e, em rochas macias como o arenito, cavam cicatrizes na pedra. Nos boulders, não fixe grampos ou chapeletas.

Seja econômico no uso de magnésio, pois suas marcas brancas na rocha também representam um impacto visual significativo para os demais visitantes. Você também pode escolher não usar magnésio algum. Caso você seja realmente um adepto do magnésio, faça a diferença organizando um dia de limpeza geral na rocha que você mais escala, limpando o magnésio e tornando as vias mais gostosas de escalar.

Sempre que possível, ao final da escalada prefira descer a montanha por trilha. Só use o rappel se essa for a única opção de descida. Ao rapelar por uma via você estará aumentando o impacto por estar duplicando a intensidade de uso da via, além dos riscos que a corda solta sobre a vertente pode causar na vegetação.

Seja discreto e guarde todo equipamento ao final do dia de escalada. Alguns escaladores preferem deixar cordas fixas na rocha para usar melhor o tempo no dia seguinte. Isso pode ser feito, desde que não haja abuso e o equipamento seja mantido fora da vista dos demais visitantes.

Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas - não use atalhos que cortem caminhos. Os atalhos favorecem a erosão e a destruição das raízes e plantas inteiras.

As vias de escalada podem estar localizadas em áreas frágeis que podem sofrer rápida degradação se não tomarmos certos cuidados. Com o aumento do número de escaladores, as trilhas de acesso às vias precisam de maior atenção e devemos evitar a abertura de novas trilhas ao acaso, porque isso causa um sério problema de erosão e pisoteamento.

Procure sempre seguir as trilhas abertas e bem marcadas. Essa é a melhor atitude para você não se perder e chegar ao seu destino da melhor maneira, causando menos impacto. Além de ser o caminho mais fácil, trilhas bem projetadas são planejadas para levar você aos lugares do modo mais adequado. Mantenha-se na trilha mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você contorna a parte danificada de uma trilha, o estrago se tornará maior no futuro.

Ao acampar, evite áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto. Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem. Acampe a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água.

Em muitas áreas existem locais pré-estabelecidos para acampar. Esses locais são escolhidos e preparados para conter os impactos e poupar as áreas ao redor. Procure sempre utilizar locais que tenham o tamanho adequado para acomodar as barracas de seu grupo sem avançar sobre a vegetação que a rodeia. Caso não caibam todos no mesmo local, procure distribuir as barracas por outros locais próximos.

Na falta de locais pré-determinados procure as áreas com sinais de acampamentos anteriores, como solo compactado, ausência de cobertura vegetal sobre o solo ou vegetação cortada, evitando abrir novas áreas. Acampar em uma área intocada deve ser sua última opção e os cuidados com a conservação da vegetação e das demais características do local deverão ser redobrados.

Montando seu acampamento a uma distância de cerca de 60 metros das fontes de água você evita causar impactos na vegetação que protege as margens dos rios e ajuda a manter a boa qualidade da água e da paisagem.

Não cave valetas ao redor das barracas. Escolha melhor o local, de modo que a água escorra naturalmente para fora e use um plástico sob a barraca.

 

Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não corte nem arranque a vegetação, nem remova pedras ao acampar.

 

Remova todas as evidências de sua passagem. Ao percorrer uma trilha, ou quando sair de uma área de acampamento certifique-se de que esses locais permaneçam como se ninguém houvesse passado por ali.

 

Não deixe a barraca montada por muitas noites no mesmo local, pois quanto menor for a permanência do acampamento, menor será o impacto. Ao abandonar a área, certifique-se que não deixou nada, especialmente restos de comida, papéis, plásticos e marcas no solo. Também não esqueça cordas e cordins amarrados nas árvores e procure deixar o local do jeito que você encontrou, ou até melhor, recolhendo o lixo eventualmente deixado por outras pessoas.

Realização:

Centro Excursionista Universitário 

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