CUIDE DOS LOCAIS DE SUA AVENTURA - CAVERNAS

Cuide das Cavernas e do Ambiente que as rodeia 
 

Espeleotemas.

Costumamos chamar de espeleotemas os fenômenos geológicos típicos que se formam nas cavernas. As estalagmites e estalactites são os mais conhecidos e evidentes, mas há muitos outros, desde as mais delicadas como canudos delgados e formações que se assemelham a flores, sujeitos a se quebrarem ao mais leve toque, até grandes deposições com centenas de metros quadrados como escorrimentos.

Mantenha-se nos caminhos pré-determinados ou naqueles mais pisoteados. Ao sair destes caminhos, você pode quebrar muitas formações delicadas. Olhe bem onde põe os pés e evite pisar em espeleotemas localizados no chão da caverna, contornando-os. Se for obrigado a caminhar sobre formações cristalinas, derramamentos de cor branca, ou qualquer formação delicada, tire as botas e ande de meias ou descalço evitando pisar nas partes mais delgadas e frágeis. O ideal é sempre ter um par de meias extras e limpas em sua mochila para poder pisar nessas superfícies.

Não toque nos espeleotemas. Muitos podem quebrar com o mais leve toque. Mesmo os mais robustos ficam sujos e desinteressantes, em contato com as mãos. A existência de gotas de água em estalactites e outras formações indica que ainda estão em formação, mesmo que a gota pareça estar lá há muito tempo. Esse é um processo lento que pode durar centenas, ou até milhares de anos. Por isso, não toque nem interfira nesse gotejamento porque você poderá alterar definitivamente esse raro processo natural. Isso também vale para o local onde o gotejamento atinge o chão, ou as estalagmites.

Evite aproximar a chama do carbureto de qualquer espeleotema, do teto ou das paredes para evitar enegrecê-los com fuligem. Em locais onde ocorram espeleotemas muito brancos ou delicados, apague a iluminação de carbureto e use a elétrica para evitar o enegrecimento.

Caso seja inevitável usar algum espeleotema como apoio ou ponto de ancoragem, limpe as mãos e proteja-o da melhor forma possível, evitando atritar as fitas e cordas contra a superfície, sempre utilizando fitas limpas.

Permanência prolongada em cavernas.

Em cavernas distantes ou muito longas, os trabalhos de pesquisa e levantamentos exigem que passemos muitos dias no seu interior. Prefira acampar a uma certa distância da boca da caverna. Caso não haja outro local disponível, lembre-se que acampar na boca ou no interior de uma caverna exige cuidados maiores que acampar em ambientes que possam absorver melhor os impactos. Para maiores detalhes de como acampar com mínimo impacto consulte o Pega Leve! Caminhadas e Acampamentos.

Sempre que estabelecer a boca da caverna como base lembre-se que todos os dejetos e resíduos devem ser mantidos à distância ou trazidos de volta. Para satisfazer suas necessidades fisiológicas afaste-se ao menos 60 metros da boca da caverna e de corpos de água. Evite também os locais protegidos da chuva por abrigos e tetos.

Os utensílios de cozinha também devem ser lavados no exterior da caverna. Tenha maior cuidado se estiver próximo a um sumidouro (rio que entra em uma caverna) para evitar que qualquer detrito ou dejeto seja carregado para dentro da caverna. O bom planejamento das refeições evita cozinhar mais comida que o necessário, não produzindo restos.

Se for imprescindível cozinhar no interior da caverna escolha salões amplos e bem ventilados para evitar que vapores e gases possam interferir no ambiente. Se utilizar os utensílios de cozinha apenas uma vez, guarde-os para serem lavados em local adequado após sair da caverna. Se for preciso limpá-los dentro da caverna, prefira fazê-lo apenas com o auxílio de papel absorvente que deverá ser retirado da caverna juntamente com os demais resíduos.

Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Escolha o local de acampamento de modo que não haja necessidade de remover a vegetação, rochas ou causar qualquer mudança. Verifique também se não está perturbando a fauna mantendo-se bem afastado de ninhos e tocas. Veja mais detalhes em Pega Leve! Caminhadas e Acampamentos.

Acampamentos na zona em que não chega mais luz (zona afótica) devem ser evitados, porém podem ser necessários em expedições exploratórias, de pesquisa ou de levantamentos. O local escolhido deve ser um salão amplo e bem ventilado. Nunca acampe em salões pequenos e sem ventilação porque, além do risco de vida, a chance de provocar impactos negativos é muito maior.

Não estenda seu saco de dormir sobre espeleotemas ou em locais onde ocorra gotejamento. Não escave, não mude nada. Faça o máximo para deixar o local do jeito que você encontrou.

Realização:

Centro Excursionista Universitário 

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