PLANEJAMENTO É FUNDAMENTAL - CERRADO E PANTANAL

Informe-se sobre as condições climáticas da região que você vai visitar.

Conhecer as principais características do clima local é fundamental para que você possa decidir qual a melhor época para viajar, com base nos seus objetivos e nas atividades que pretende fazer. O planejamento da sua viagem deve prever, portanto, quais são os equipamentos necessários para que sua aventura se torne mais segura e confortável. Por exemplo, no Pantanal o clima é quente e úmido no verão, mas pode apresentar dias frios e secos no inverno. No Cerrado, é bom lembrar que as altitudes variam de 300 m a mais de 1.000 m e que a temperatura tende a diminuir 1 grau a cada 100 metros de altitude.

Planejar para minimizar seus riscos o ajudam a causar mínimo impacto no ambiente, pois evitam situações inesperadas que podem levá-lo a danificar o local visitado, como, por exemplo, cortando árvores para fazer uma fogueira caso não esteja preparado para o frio.

Outro exemplo são as chuvas intensas nos Cerrados e Pantanal que, concentradas nos seis meses do verão, costumam ser fortes, de curta duração e frequentemente acompanhadas de raios e trovoadas. Se a sua decisão for visitar a região no verão, prepare-se para levar uma boa capa de chuva, para você e para sua mochila, e ainda ter sacos plásticos para embalar sua máquina fotográfica e sua comida. Achar um local seguro para esconder-se dos raios, que efetivamente cruzam os céus dos Cerrados nesta época pode ser tarefa difícil, se você estiver atravessando áreas mais abertas com árvores esparsas. Outra questão importante é descobrir quais são os meses mais quentes, pois não é aconselhável percorrer grandes distâncias a pé devido ao calor, à falta de sombra e à distância entre os corpos d'água. Durante as cheias do Pantanal é impossível caminhar por longas distâncias.

 

Planejar a época da viagem vai ajudá-lo também a definir que tipo de transporte é possível ou necessário utilizar.

Dependendo da época do ano o deslocamento no Pantanal pode ser feito em veículo terrestre motorizado ou à cavalo, de barco com motor de popa, de canoa a remo ou de caiaque, dependendo dos objetivos da sua viagem e da distância a ser percorrida.

Sempre que viajar pelos rios da região utilizando barco com motor de popa, escolha os motores mais modernos, de 4 tempos, que são mais silenciosos, mais econômicos e emitem menores índices de gases do que os tradicionais motores de 2 tempos.

No caso do Cerrado, áreas de solo arenoso são muito difíceis de visitar no período seco, sem um carro com tração nas quatro rodas. Já nas áreas de solo argiloso a dificuldade está no período úmido, com estradas escorregadias e atoleiros.

 

Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico, seu nível de experiência e a época do ano.

 
Pesca 
A pesca esportiva é, por vezes, problemática, principalmente quando compete pelo acesso aos recursos pesqueiros com os pescadores artesanais da região ou quando se torna atividade predatória por permitir o esgotamento dos recursos pesqueiros. Há leis e regulamentos federais, estaduais ou municipais criados para minimizar essa questão que tratam das diferenças por bacia hidrográfica ou região específica, relativas às épocas reprodutivas e piracema. Geralmente, é entre os meses de novembro e fevereiro que ocorre o defeso, período de proibição da pesca. Portanto, para a ética do mínimo impacto, é fundamental seguir as regras estabelecidas.

 

A pesca amadora diferencia-se da pesca profissional por seu caráter não-comercial. Sua regulamentação foi criada, inicialmente, para normatizar os campeonatos de pesca oceânica, fazendo com que determinadas regras fossem respeitadas, com a finalidade de estabelecer diversas categorias dentro do esporte e seus graus de dificuldade, dependendo do equipamento e técnicas utilizadas. Criaram-se assim categorias por espessura de linhas, diferenças entre a pesca com carretilhas e a feita com equipamento de fly fishing (modalidade de pesca esportiva que usa como isca moscas ou outros insetos artificiais) etc.

Com a diminuição do número de peixes em consequência de diversos fatores, como pesca predatória, poluição e tantos outros, também foram adotadas medidas e criadas novas modalidades com a finalidade de preservar as espécies e desenvolver uma nova ética entre os participantes desta atividade esportiva. Entre as novas modalidades, há uma em especial: o pesque-e-solte.

O pesque-e-solte visa devolver à água os peixes fisgados, após serem fotografados, pesados ou medidos. Estudos mostraram que, quando o pesque-e-solte é bem realizado, os peixes devolvidos ao seu habitat se recuperam sem maiores problemas.

Deve-se, também, tomar cuidado com o transporte dos peixes. Muitas vezes, apesar de a pesca amadora estar liberada, há restrições quanto ao transporte de pescado. Lembrar que o uso de tarrafas, rede e linha de espera são atividades predatórias condenáveis e devem ser evitadas.

 

Caminhadas
As áreas do Cerrado e as áreas secas do Pantanal são muito extensas, com paisagens que se repetem por muitos quilômetros e que podem tornar a caminhada monótona e estafante. Dependendo da época do ano, sol intenso e tempestades são constantes. Caminhadas longas devem ser preparadas tendo-se em mente estas condições. Portanto, leve água suficiente e aprenda a se orientar em terrenos com poucos pontos notáveis. 

 

Além disso, no Cerrado, embora a água seja abundante, os pontos de água (rios e veredas) podem estar cercados por áreas brejosas de difícil acesso, ou estar muito distantes, dificultando as caminhadas de vários dias.

Uma ideia pode ser alternar trechos de carro, cavalo, bicicleta ou barco para vencer a distância entre os locais de maior interesse e, quando alcançá-los, fazer pequenas incursões a pé.

As veredas ou buritizais (grupamentos da palmeira buriti) são áreas mais frágeis e úmidas, que protegem as nascentes dos córregos e servem de refúgio para os animais. Os troncos mortos dessa palmeira são frequentemente utilizados por várias espécies de pássaros para nidificação. Portanto, devemos ter muito cuidado quando nos aproximamos desses ambientes, tanto para não afugentar os animais como para não degradar o solo ou as nascentes de água. Se você decidir se aproximar de uma vereda, faça-o a pé e lembre-se de pisar nas áreas onde o solo é mais firme. Se você estiver utilizando veículo motorizado, deixe-o a, pelo menos, 100 metros do local.

Os campos úmidos, assim como as veredas, são áreas frágeis. Não tente atravessar um campo úmido para cortar caminho. A travessia, mesmo de trechos curtos, pode ser mais cansativa do que dar toda uma volta para contorná-lo. É comum afundar até o peito na água e lama mesmo percorrendo pequenas extensões, o que pode por em risco sua mochila, equipamento e sua segurança, além de danificar este frágil ambiente.

 

Cavalos/Turismo Equestre
Embora os cavalos sejam um meio de locomoção muito utilizado no Cerrado e no Pantanal, por vezes não é permitido em unidades de conservação. Portanto, informe-se antecipadamente sobre o regulamento vigente nas áreas que você pretende visitar.

 

Quando utilizar cavalos, mantenha-os longe de áreas frágeis, como as veredas, ou de áreas com natureza mais conservada, porque o cavalo é uma espécie exótica, ou seja, não é nativo de terras sul-americanas. Planeje bem sua bagagem de modo a não sobrecarregar os animais - fazendo com que eles se cansem e deixem você na mão antes do final do passeio - ou ter que utilizar um número maior de animais.

Viaje sempre em grupos pequenos, de modo a não sobrecarregar o ambiente. Desta forma é muito mais fácil manter o controle da situação, escolhendo passagens mais resistentes e espalhando o grupo, no caso de áreas mais abertas.

Quando parar para descansar ou acampar, amarre o seu cavalo nas árvores mais grossas, de modo a minimizar as chances de ter galhos quebrados.

 

 

Embarcações
Há vários cuidados que você pode tomar quando estiver utilizando uma embarcação. Procure atracá-la em um local próprio para esse fim. Se não houver um atracadouro disponível, procure local com praia de areia. Se for necessário atracar na barranca do rio, cuide para que o impacto causado seja pequeno. Evite cavar ou deslocar o solo exposto do barranco.

 

É prudente carregar pelo menos um par de remos, qualquer que seja a distância a ser navegada. Na época das chuvas, a profundidade das baías (que são lagoas temporárias ou permanentes, de dimensões e formas variadas) pode variar de centímetros a metros. Muitas vezes, o motor de popa não é apropriado para a travessia dessas lagoas, pois vai bater no fundo e enganchar na vegetação submersa, remexendo-a ou cavando buracos e danificando as plantas. Neste caso, os remos podem ajudar.

Os cuidados com o sol (filtros solar, chapéu, óculos escuros, blusa de manga comprida) são fundamentais, apesar de serem algumas vezes negligenciados, pois quando o barco está em movimento, o vento alivia a sensação de calor, podendo enganá-lo.

Realização:

Centro Excursionista Universitário 

WWF.jpg

Apoio:

CEULogo.png
  • Facebook
  • Instagram
This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now