PLANEJAMENTO É FUNDAMENTAL - CAVERNAS

O planejamento cuidadoso é um importante fator de redução dos impactos no ambiente natural. Isto se torna um aspecto muito relevante quando se trata de cavernas.

As condições encontradas nas cavernas são frequentemente inóspitas para o visitante despreparado, além do iminente risco de acidentes. A chance de causar danos à caverna, pelo simples desconhecimento do ambiente, é quase certa. A busca de informações faz parte do planejamento, desde o conhecimento de como ocorre a formação das cavernas até o perfeito domínio das técnicas de orientação e deslocamento nestes ambientes.

Utilize o equipamento adequado para cada situação e adquira total domínio sobre suas técnicas de utilização. Nunca utilize técnicas ou equipamentos com os quais não tenha treinado antecipadamente e em condições controladas. A presença de espeleólogos mais experientes nestes treinos é recomendada. Preste atenção especial no tipo de equipamento e de iluminação que deverá utilizar.

Caso não tenha experiência e queira se tornar um verdadeiro explorador das cavernas procure grupos e associações de espeleólogos, onde poderá obter treinamento e informações necessárias, além de participar das atividades.

Visitas realizadas por grupos não treinados, devem ser feitas com acompanhamento de pessoas especializadas em cavernas e devidamente autorizadas. Certifique-se que estas pessoas ou empresas adotam os princípios e as práticas de mínimo impacto e colaboram para que a atividade ecoturística seja, realmente, um fator de desenvolvimento e bem estar para a comunidade local. Por isso, dê preferência a contratar os serviços na região em que se encontram as cavernas que você vai visitar.

Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar, para tomar conhecimento dos regulamentos e restrições existentes.

Nas áreas administradas diretamente pelo governo, como os parques, o acesso às cavernas costuma ser disciplinado visando à preservação do ambiente ou a proteção de experimentos científicos. Em alguns locais, o acesso pode ser muito restrito ou mesmo totalmente proibido.

Muitas cavernas que não são regularmente utilizadas para o turismo, necessitam de permissões de visita e pesquisa solicitadas com antecedência. Caso seu propósito seja: exploração espeleológica, pesquisa científica, tomada de imagens ou outro motivo qualquer, apresente ao órgão responsável pedido de autorização, anexando um projeto detalhado. Com base nessas informações será possível avaliar se suas atividades não irão causar riscos ao ambiente ou se estão de acordo com as leis e regras para aquela área. O CECAV - Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas, do IBAMA, é o órgão que possui competência legal para encaminhar as questões relativas à proteção e manejo de cavernas no Brasil.

Em terras particulares o proprietário pode não permitir a passagem. Sempre peça permissão para entrar, explique seus propósitos e evite desentendimentos.

Cavernas já exploradas (conhecidas e mapeadas por espeleólogos) frequentemente possuem levantamentos topográficos (mapas) e informações complementares que são muito importantes para o planejamento da sua visita. A escolha dos equipamentos e vestuário adequados deve ser feita a partir destas informações que estão disponíveis em algumas publicações especializadas ou em arquivos da Sociedade Brasileira de Espeleologia- SBE e dos grupos espeleológicos.

Mesmo em expedições de exploração de cavernas ainda desconhecidas, reúna o máximo de informações como, mapas topográficos, dados sobre chuvas e acessos. Contrate mateiros da região que sabem onde estão as bocas, sumidouros e ressurgências e as trilhas que levam até esses locais, evitando assim a abertura de novas trilhas e perda de tempo.

Informe-se sobre as condições climáticas.

Informe-se previamente sobre as condições climáticas da região que pretende visitar e evite viajar para cavernas em épocas de chuva. Muitas cavernas podem inundar-se com chuvas repentinas na cabeceira dos rios que as formam. Passagens baixas podem ser totalmente fechadas com uma cheia repentina, os chamados "sifões", que bloqueiam a passagem. O retorno da água ao nível normal pode levar desde poucas horas até dias.

Abismos (cavernas verticais) que possuem entradas no fundo de dolinas podem se transformar rapidamente em cachoeiras durante uma chuva forte ou uma tempestade, dificultando ou impedindo a saída. Nesta situação, o risco é grande para quem está subindo ou descendo pelo caminho das águas.

Em regiões mais quentes, como o nordeste do Brasil, também existem cavernas que oferecem riscos, tanto pela falta de água como pelo excesso de calor, principalmente no período mais seco.

Viaje em grupos pequenos.

Grupos de até 8 pessoas para cada guia experiente costuma ser um bom número para a maioria das cavernas. Este número deve ser somente uma referência, a dificuldade da caverna e as limitações do grupo devem ser cuidadosamente consideradas. Grupos maiores devem ser divididos e entrar na caverna separados por intervalos de, no mínimo, 15 minutos, evitando encontros no interior.

Cavernas e salões pequenos, com pouca renovação de ar, devem receber poucas pessoas, pois a concentração de gases pode ser perigosa, além de apresentar a possibilidade de alteração do desenvolvimento dos espeleotemas e riscos à fauna. Como a formação de muitos espeleotemas depende da liberação de gás carbônico da solução para o meio, o excesso deste gás proveniente da respiração por períodos prolongados pode alterar o seu desenvolvimento normal. O calor dissipado pelos visitantes é outro fator que pode perturbar estes pequenos salões. Assim, quanto menor, menos ventilado e mais dotado de espeleotemas, o salão deve receber menos visitantes, que devem entrar em intervalos maiores.

Evite as cavernas mais populares em períodos de férias e feriados.

O excesso de pessoas dentro da caverna é um potencial fator de degradação. Algumas cavernas foram preparadas para receber visitação mais intensa, com passarelas e iluminação, mas, mesmo assim, gás carbônico, luz, calor e ruído em excesso são fatores indesejáveis de impacto. A sensação de passar por um local intocado e único também é desfeita pela aglomeração de pessoas.

Nestas datas, procure os locais menos visitados, aproveitando sua maior disponibilidade de tempo para conhecer as cavernas mais distantes.

Realização:

Centro Excursionista Universitário 

WWF.jpg

Apoio:

CEULogo.png
  • Facebook
  • Instagram
This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now